| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Anseriformes |
| Família: | Anatidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Anatinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | N. peposaca |
O marrecão é uma ave anseriforme da família Anatidae.
Também é chamado de marrecão-da-patagônia.
É uma das espécies mais visadas por caçadores do Sul.
Seu nome científico significa: do (grego) nëtta = pato; e do (guarani) peposaca = bico rosado, bico vermelho. ⇒ Pato de bico rosado ou pato de bico vermelho.
Mede 55 centímetros. Apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho é em grande parte preto com coloração cinza nos flancos e branco no crisso. Possui um bico vermelho brilhante e também os olhos vermelhos. O bico em si tem em sua base uma área vermelha brilhante intumescida, enquanto o resto do bico a coloração se desvanece gradualmente para um tom rosado claro em direção a ponta. As fêmeas, tem o bico preto e a região ao redor dos olhos brancos. Como em muitos patos, são mais apagadas e mais marrom; o crisso também é branco contrastando com o restante da plumagem especialmente quando a ave está em voo. No voo este pato também chama a atenção com sua plumagem em grande parte escura contrastada fortemente com as primárias brancas. Ambos os sexos exibem espelhos alares brancos quando estão em voo.
Este pato é um bom mergulhador e é encontrado apenas em água doce, com vasta vegetação emergente para se reproduzir. Durante o inverno, pode ser encontrado em maiores concentrações em corpos de água maiores, embora sempre com vegetação emergente.
É uma espécie caçada em larga escala em países do Cone Sul, assim como outros anatídeos.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de plantas aquáticas, pequenos crustáceos e invertebrados aquáticos. Também se alimenta dos grãos de arroz que ficam no meio da resteva nas lavouras de arroz irrigado do Rio Grande do Sul.
Reproduz-se no Rio Grande do Sul e nos países do Cone Sul, mas seus hábitos reprodutivos são ainda desconhecidos.
Espécie meridional que vive em lagos e lagoas interioranas de águas abertas, mas com a vegetação aquática flutuante próxima às margens. É comum em banhados e arrozais.
Ocorre nos estados do Sul do Brasil, onde inclusive se reproduz. É ave parcialmente migratória quando está fora do período reprodutivo, aparentemente visitando os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Sua reprodução é observada desde 2005 na cidade de Curitiba, onde pequena população é fixa e acrescida de indivíduos durante o inverno. Em janeiro de 2014 foi registrada uma fêmea com filhotes na região do Tanquã - Piracicaba - SP.